Universal parque!


Gente... Preciso contar!!
Ontem eu e o Atreyu fomos ao parque, bem nós chamamos a E.S. mas por motivos de força maior (Mãe), ela não pode ir =/ mas pensamos muito nela e de como seria se ela tivesse ido!

Beem. Assim que a gente chegou lá andamos pra ver o que tinha..dai fomos na montanha russa! nossa..na subida me senti em "Premonição" mas correu tudo bem tirando a parte que o Atreyu me empurrava e eu morria de medo de cair! e o freio..eu pensei que fosse voar!! ele parou do nada..tão forte!

Daí a gente foi no samba!! foi mara!! todo mundo pulando..os peitos de uma gorda lá! (kkkkkkk³³³) Chamamos ela de Natalina, pq ela tava com uma blusa de cetim verde!
Horííííível! kkkkkk³³³

Eu fui comprar algodão doce pra gente..mas eu vi na foto e era pequeno daí pedi 2..quando vimos..um só era maior que as cabeças da gente juntaas! foi meia hora pra acabar aquela *****!!
Dái concluimos o por que que nos filmes é sempre um só algodão doce por casal!

Ai a gente foi no bate-bate..tinha um grupinho lá..eram viciados em bate bate!!
eles terminavam uma corrida e corriam pra fila de novo! eu ri numa hora que um deles falou pra um garotinho que tava andando no carro : Fecha a porta menino! se não vc vai cair!!, e o coitado do menino tentando fechar a porta que não existia! kkkkkkkkkkkkk
fomos em um monte de brinquedos mas o pior foi na barca... a gente ficou já vomitando...ai quando a gente saiu paramos do lado pra ver se vinha o vomito ai parou uma galega do nosso lado e perguntou se a gente também queria vomitar..ela sorriu e vomitou.. depois olhou e sorriu de novo, vomitou olhou e sorriu de novo!! Aaaahhh eu queria saber do por que que ela sorria depois que vomitava veei! ( acho que era vergonha ou ela era um ET desfarçado tentando fazer contato) Da última vez que nós fomos no bate bate o viciado ainda tava lá! ( cara a gente chegou lá de 16:30 e já era 21:30 e ele só nisso) ai ele ficou atras da gente na fila..ai ele cutucou meu ombro e falou: Ei o carro 6 é meu viu?!!

Caaaaaarrrraaaa ele falou isso com um olhar de: se vc pegar o carro 6 eu te mato!

eu lógicamente respondi: Tá certo, ele é todo seu!

Foi mara!! tô enjoada até agora!! pense! precisamos sair mais vezes A. *_*

Eu ainda queria ir no carrosel mas o A. disse que não.. ficou falando bosta, parecia um velho! ¬¬

Bjundas!**

O BÁLSAMO DE FERRABRÁS


A TRISTEZA

Eles se mudaram para a casa nova, não era tão grande quanto à outra, em muitos aspectos deixava a desejar, venderam alguns móveis. Os primeiros meses foram estranhos, quando pareciam estar quase adaptados, a avó da menina, D.Eli, veio a falecer.

Tanto a menina quanto o avô foram pegos de surpresa. O corpo dela foi encontrado no quarto, já sem vida, pela diarista. Desde que se mudaram, D.Eli não saia do quarto, e lá morreu, dormindo. A causa, foi constatada de morte natural, ou tristeza, chame do que quiser. A menina pela primeira vez na vida, tinha sofrido o baque de uma perda. Não era tão apegada a avó quanto era com o avô, apesar dela não saber direito o motivo, talvez pelas semelhanças entre as duas, e muitas dessas, ela só veio a perceber tarde de mais.

Mariela chorava a cada lembrança, até imaginava coisas que elas nem se quer viveram, mas poderiam, perguntava-se por que deixou de fazer tantas coisas com a avó e não achava nenhuma resposta. Aquele pesadelo dos primeiros dias nunca passava, e daí, ele percebeu que tudo aquilo era real. Tantas coisas deixaram de ser ditas, feitas. Pensou, tantas vezes, que se a visse de novo, abraçaria ela e não largaria mais, seria uma neta como nunca foi para sua avó.

Dias se passaram, agora mais que nunca pensava no avô, que andava estranho, naturalmente ela sabia a razão. Agora eram somente os dois, tinha de ser forte por ele.

A CRENTE

Algumas feridas já estavam se fechando e o clima na casa já não estava mais tão pesado.

Receberam muitas visitas nesses últimos meses. Pessoas que a menina nunca vira antes, mas na maioria seu avô conhecia, outras, não. Algumas da vizinhança também foram lá, dentre elas um grupo de crentes. Eram mulheres, na sua maioria já de idade, dentre elas, a menina reconheceu a mulher que morava em frente a sua casa. Ela, aparentava ter uns 60 anos e parecia morar sozinha, tinha os cabelos brancos, o rosto não tão enrugado e os olhos azuis vivos; aparentava ter sido uma mulher muito bonita.

Mariela se espantou ao ver a vizinha naquele grupo. Desde que se mudaram, e até antes de D.Eli morrer; Mariela, numa noite, não conseguia dormir por causa do barulho de música vinda de tão perto, que a menina chegou a pensar que era dentro da casa dela, mas não, vinha da casa da frente. As luzes lá estavam acessas, a música era clássica, não estava alta mas a proximidade da casa e o fato de uma janela ser de frente para a outra, ajudou o barulho a penetrar no quarto de Mariela; a mulher dentro da outra casa parecia dançar com alguém imaginário. Estava com um copo na mão, parecia bebida mas não tinha certeza, também parecia estar bêbada porque vez ou outra a vizinha caia no choro do nada.

A cena se repetia algumas noites, e algumas vezes Mariela, que já acostumada com o som noturno, ficava na janela olhando à senhora. Jolie a viu uma vez e não gostou dela, mas Jolie nunca gostava de ninguém. Mariela achava a amiga engraçada, brava e engraçada.

S.Tino aquela altura, tinha um estado de espírito mais calmo, o que tranqüilizava Mariela. Às vezes temia que acontecesse com o avô o mesmo que com sua avó, não foi só uma vez que a menina o pegou, nesses últimos meses, com o olhar um pouco perdido, igual ao que D.Eli fazia, mergulhada em um lugar que ninguém mais além dela podia estar; não podia deixar que o mesmo acontecesse com S.Tino, não queria passar por aquilo novamente.

Tirando os problemas, Mariela achou que nunca tinha conhecida tanta gente em toda sua vida, descobriu o talento de ficar muda quando alguém chega perto, não porque ela queria mas por simplesmente não saber o que falar. O movimento na casa tornara-se constante nos primeiros meses, depois, como era de se imaginar, cessou um pouco. Agora, quem os visitava com mais freqüência eram os vizinhos, que vez ou outra passavam quase toda tarde jogando conversa fora. O movimento, para a menina, agora não a incomodava tanto, ao contrário, gostava de ver o avô se distrair, animava-a para seguir em frente.

Numa dessas tarde de visitas e rostos novos, foi que vieram esse grupo de crentes e dentre elas a vizinha, que durante a meia-noite assumia um papel de louca, agora parecia perfeitamente normal, ou sóbria.

Chegaram com bíblias na mão para ler a palavra de Deus e acalmar um pouco os corações feridos. Enfim, foram todas para a sala, rezaram. Mariela estava lá, porém só estava escutando, percebeu que o avô fazia o mesmo; nenhum deles nunca foi muito ligado a nenhuma religião, mas respeitavam todas. Jolie também estava lá, no canto da sala, observando a cena. Mariela observou que a amiga evitava conversar com ela perto de outras pessoas, sabia por que ela estava fazendo aquilo, para as pessoas não a chamarem de louca como antes, ficou grata a amiga por isso, tinha de admitir, tristemente grata.

As senhoras, depois, ficaram na sala conversando. Uma ou outra ainda tentou entrar no assunto da morte de D.Eli, mas S.Tino rapidamente mudava de assunto, Mariela também preferia assim. As mulheres eram todas muito alegres e, a vizinha da frente não mudava muito das outras, somente pelo que aconteceu quando elas foram embora.

Todas se levantaram, e a menina foi levá-las até a porta. Ao saírem, fizeram uma espécie de fila indiana para cumprimentar Mariela, abraçavam com força, umas falavam coisas no ouvido da menina, tipo: “você tem que se forte” ou “isso tudo vai passar” , todas com um grande sorriso no rosto. A vizinha da frente foi à última, igual às outras, também estava sorrindo com aqueles grandes olhos azuis. A mulher ficou séria de repente e abraçou a menina quase no mesmo instante, falando em seu ouvido.

- Não siga o gato – ainda abraçando Mariela fortemente. A menina parou gelada quando escutou aquilo, parecia que uma espécie de raio havia atravessado todo o seu corpo, sentiu o braço arrepiar. A mulher estava ainda com o braço nas suas costas, abraçando-a, mas o abraço logo se desfez. A mulher olhou para ela sorrindo, com uma cara de que nada havia acontecido, e falou:

- Paz do senhor! – E saiu com as outras mulheres. Pensou em perguntar o porquê daquilo mas teve a ligeira impressão que não obteria nenhuma resposta, sentiu-se covarde, uma sensação que a menina conhecia com certa freqüência. Mariela ficou lá parada olhando a mulher ir atravessar a rua, e ia entrando na casa quando parou para falar com Lênin, que como sempre chegava agora em casa depois de uns dias desaparecido.

- Que gato bonitinho – e passou a mão na cabeça dele, em seguida, olhando para trás e dando um tchau para Mariela, a menina retribui a vizinha que entrou na casa em seguida. Mariela viu Lênin atravessar a rua olhando para ela e parando em frente ao portão encarando a menina parada, depois de um tempo naquela situação fez um “MIAU” sonoro e entrou passando por ela. Mariela ficou ali um tempo; depois entrou, pensando seriamente na teoria que estava ficando louca, “tanto faz, não seria a primeira vez”.